sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Natal.... Natal das crianças... Natal das noites de luz....

Já passou o Natal.... logo vem o Ano Novo and "Nada de Novo no Front"...

Assim a vida vai se construindo sem inovações e vamos tendo que nos acostumar com cada buraquinho do caminho. Ano passado menos, 2008 mais.... e por aí vai!

Mas isso é consolo de quem já percebeu que não há muito o que fazer em um país que vive das espectativas mundiais, das alterações da bolsa, do mercado econômico mundial. Tirando de leve as grandes catástrofes que envolve neste momentos os flagelados das enchentes dos últimos dias.

Elegeram o Obama nos EUA, mataram tantos no trânsito no Brasil que dava pra fazer uma guerra mundial! E as crianças assassinadas brutalmente por "pais" e adultos que nem sei como classificar!?

É, o mundo anda bem mal... cada vez pior! E eu aqui nem faço nada pra que ele melhore. Vou montando minha árvore de Natal ano após ano... Colocando novos enfeites, que são meros retratos da economia. Se ela é mais alta e mais rica, reflete o poder aquisitivo de cada casa. A minha é cuidadosamente enfeitada e cada ano fica mais rica...

Neste ano, o meu astral andou melhor do que nos outros anos. O velho "espírito de porco de Natal" este ano deixou-nos de lado. Foi assombrar outras famílias menos afortunadas pela Paz.

2008 foi um ano em que cultivei um pouco mais a minha paciência. Presenciei outras tristezas. Aquelas que além de corroerem a alma, corroem também a carne. Levam cada pedacinho do nosso sentimento, porque vemos as pessoas que amamos, ou simplesmente por quem passamos a ter compaixão, sendo levadas aos minutos, aos segundos. Cada um contado dedo a dedo... Esse pra mim é o maior sofrimento. Mas é um sofrimento que nos transmitem paz, pois sabemos que aqueles que estão no Hospital do Câncer em Barretos, estão em busca do sonho de se verem curados. Todos, de alguma forma, querem viver. E acreditam na vida, pois saem dali a cada dia aliviados, como se tivessem deixado lá um parte ruim delas para eu fosse reciclada, lavada, reconstruída a espera de um milagre.
Andei meio sem inspiração em 2008. É como se eu estivesse vazia. Neste momento, procuro palavras para esboçar este meu vazio que me acompanhou mês a mês particularmente este ano.
Seria um ensaio para algo maior e melhor?
Não sei! Surpresas me aguardam? Espectativas?
Nenhuma!

Para 2009 não há espectativas, pois já disse acima que a vida segue igual neste país cheio de problemas econômicos e desigualdades.

Não quero espectativas!

Penso em uma cerveja gelada que me espera na geladeira...

A chuva cai fria nesta noite de sexta.

Os jovens reclamam por não terem o que fazer.

A cidade é pequena, morosa, aos poucos ela se esquece de crescer... As luzes tremeluzindo nos reflexos da água no calçamento secular avisam que aqui o tempo vai devagar como as espectativas dos que aqui moram. Tudo anda vazio demais.

... e um rock de Jeff Bucklley rola ao fundo falando também deste vazio que eu sinto no momento.

Um vazio cheio de sentimentos. Um vazio que busca explicação. Um vazio que se repete no pensamento de muitos que fazem a mesma reflexão todos os anos, bem no finalzinho...

Hoje já são 27 de Dezembro de um ano que quase nem vi passar.
Passou aéreo, sem nexo em muitos momentos...
É um ano que se fez cumprir nas "profecias" de alguns cientistas peocupados com os transtornos do clima causados pelo aquecimento global.

A cada noticiário que vejo, assisto-o perplexa, mas ao mesmo tempo consolada com as previsões ouvidas há dois anos na voz de Leonardo Boff, de Al Gore e muitos outros... Penso "poderia ter sido pior"! Viro pro canto e durmo mais uma noite assim, calma, como se tivesse vendo um filme e o desligasse no controle remoto ao lado do criado-mudo!

Boa noite! Amanhã vai ser outro dia. Será igual?




terça-feira, 23 de dezembro de 2008

É Natal... Muita Paz! Muita Luz! Nasceu Menino Jeus!!!

A pintura é da LIK!!!
CANTIGA DOS PASTORES

À meia noite no pasto,
guardando nossas vaquinhas,
um grande clarão no céu
guiou-nos a esta lapinha.
Achamos este Menino
entre Maria e José,
um menino tão formoso,
precisa dizer quem é?
Seu nome santo é Jesus,
Filho de Deus muito amado,
em sua caminha de cocho
dormia bem sossegado.
Adoramos o Menino
nascido em tanta pobreza
e lhe oferecemos presentes
de nossa pobre riqueza:
a nossa manta de pele,
o nosso gorro de lã,
nossa faquinha amolada,
o nosso chá de hortelã.
Os anjos cantavam hinos
cheios de vivas e améns.
A alegria era tão grande
e nós cantamos também:
Que noite bonita é esta
em que a vida fica mansa,
em que tudo vira festa
e o mundo inteiro descansa?
Esta é uma noite encantada,
nunca assim aconteceu,
os galos todos saudando:
O Menino Jesus nasceu!

Adélia Prado

sábado, 13 de dezembro de 2008

"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já se passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."
Mário Quintana

domingo, 19 de outubro de 2008

Amor 1 X 0 Violência

Sempre que estamos sob a mira da violência nos perguntamos "por quê?".
É simples a resposta: "Porque não agimos pela emoção, pensamos com a lógica... ou, fomos bem criados, não enxergamos a mulher como um objeto de prazer e que pensa por si"...
Fazemos parte de um mundo de privilegiados, pois vemos no outro um ser igual, pensante, capaz de escolhas próprias, de paixões, amores, amizades, sentimentos vários...e sonho, muitos sonhos...
Não tenho nenhuma dúvida, toda a população desse meu país está perturbada com o desfecho do sequestro da menina Eloá! Estamos perplexos diante de tanta violência. Análises foram feitas sobre a psique do assassino - matou por amor!
Mas amor a quem?

Não, obsessão por uma idéia romântica de que não haveria mais ninguém que fosse capaz de substituir Eloá!

Ainda continuo torcendo por aquela velha frase tão desgastada, dita em folhetins e caderninhos de adolescente :

QUEM AMA, NÃO MATA!

Só se for de beijinhos!!!!

Gosto muito de um texto de Flávio Gikovate, que por muitos anos tenho usado em minhas aulas de Português. Agora é uma boa hora para relembrá-lo!
Vamos a ele!!!
O AMOR É O PRAZER DA COMPANHIA
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início desse milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade,respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o Romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes até ocorre um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz, o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem desse século é parceiria. Estamos trocando o amor de necessidade,pelo amor de desejo.Eu gosto e desejo companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece o elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma.É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo,e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor,tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho,mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso .Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e de agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo,e não à partir do outro. Ao perceber isso,ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto as diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

Flávio Gikovate

sábado, 11 de outubro de 2008

Felicidade existe!!!! Quem disse que não?!

Simplesmente ARIADNA!!!


Amiga sempre linda... Essa é a DONA FÉ...


....e Théo é o MILAGRE!

sábado, 4 de outubro de 2008

Poema para Chico, o Santo!

Na primavera,
acontece Francisco
num Quatro de Outubro.
O santo é poeta.
Poeta dos passarinhos,
dos peixes e dos pequeninhos.
Em seu dia a poesia é contemplada.
A santidade de sua poesia
está nos olhos de esperançado menino que mora nos longes
do Jequitinhonha.
Na moça de vestido estampado
e de olhos úmidos e fundos,
que aguarda com resignação
a carta que não virá.No rapaz todo encantado,
que traz no bolso um poema
amassado para a namorada
impossível.
Está no claro do dia
no claro da rua
no coração de Clara,
irmãzinha do sol e da
lua.
Ronaldclaver

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Dois Barcos e um encalhado!

Dois Barcos
Quem bater primeira dobra do mar
Dá de lá bandeira qualquerAponta pra fé e rema
É, pode ser que a maré não vire
Pode ser do vento vir contra o cais
E se já não sinto teus sinais
Pode ser da vida acostumar
Será, Morena?Sobre estar só, eu sei
Nos mares por onde andei
Devagar
Dedicou-se mais
O acaso a se esconder
E agora o amanhã, cadê?
Doce o mar, perdeu no meu
Só eu sei
Nos mares por onde andei
Devagar
Dedicou-se mais
O acaso a se esconder
E agora o amanhã, cadê?
Los Hermanos (Marcelo Camelo)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

"Eu pensava que o amor, me faria uma rainha, e quando você chegasse eu não seria mais sozinha."

Porque será que sempre associamos Solidão com algo ruim?
É apenas mais uma coisa, como todas as outras, que em excesso faz mal, muito mal. Precisamos de muitas pessoas em nossas vidas, pessoas a quem confiar, a quem amar. As vezes porém precisamos ficar sós, pois é buscando dentro de nós mesmos a "sala vazia" da Solidão que podemos através da brecha de uma janela refletir melhor sobre o brilho intenso da vida que corre lá fora... e então nos sentiremos privilegiados por tudo o que temos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

??????


Estive lendo por aí, na revista Vida Simples...
"A presença do outro pode melhorar o que somos, o que talvez só se perceba quando estamos sós."
Soninha Francine, candidata para Prefeita de São Paulo...

Estou vivendo uma crise de identidade, melhor dizer, de idade. Literalmente ando presenciando um choque de idade...rs! A Sheila Vira-Lata vai rir muito do que estou falando.
Há um mês conheci um senhor da "Melhor Idade", falante, sorridente, meio urubu-malandro, se me permitem ousar. Resolvi "botar um reparo" nisso! Fui até a casa dele, conheci seu filho, dei uns beijos no velhinho assanhado. Ele me disse que é meio afoito pra essas coisas, meio impaciente... Vê-se logo!
(muitos risos)

Porém o mais surpreendente é que nunca me vi com uma pessoa mais velha e estou gostando muito. É como se eu revivesse a cena de um filme "Alguém Tem que Ceder", com Jack Nicolson , quando as personagens principais procuram seus óculos e acabam trocando, assim, meio despercebidos... Um quê de comédia romântica! Engraçado como me senti muito perto da personagem feminina, uma escritora de teatro, enclausurada em casa, sempre escrevendo e não vendo mais futuro em relações por não acreditar mais nos homens. Dizia-se sem oportunidades porque os homens de meia-idade, disponíveis, estão atrás de garotas mais próximas de serem suas "netas".

O que mais me marcou desse filme foi o momento em que Harry diz a personagem "Você é uma mulher pra se amar!!", o que ainda não aocnteceu comigo e ainda torço por isso.

Mas meu Harry, infelizmente, anda buscando a tristeza longe, com os olhos meio baixos e sem esperança... num semblante lindo, os olhos grandes, morenos e expressivos! É uma pena!

Eu gostaria de fazer voltar a felicidade naqueles olhos expressivos... Mas também acho que sou boa apenas nas palavras, fiquei estática perante ele, acanhada e me protegia com os braços cruzados e tensos!

Quem sabe?!

sábado, 6 de setembro de 2008

Será que escrevo um livro?!

Vista da torre da Matriz de Carmo da Mata, onde morava minha grande avó Iracema
Romance partido ao meio


A chuva bate silenciosa e funda nas folhas verdes recuperadas da vontade das árvores. Faz 4 meses que não chove! O céu parece uma tênue e fina gaze sobre nós! Acho que ela vai logo! Grita Maria Célia numa investida no parapeito da janela quase esquecida.
A rua da cidade é sempre assim, passa carro de vez em quando... E, de vez em quando, chega gente nova na cidade. Cidade esquecida no tempo, de portas patinadas de azul colonial das outras épocas.


Tudo na cidade é outro!

Outro tempo, se dizia que aqui passou carreteiros com grandes maletas de couro carregados nos lombos dos burros, cheiiinho de ouro.
Ouro massacrado, carregado também no lombo dos escravos.
O velho gramofone da minha avó ainda toca na sala, machuca um blues enquanto a chuva desce cuidadosa por essas bandas. Escorre devagarinho, contornando uma touceirinha que o gadinho de carneiros não conseguiu descobrir. Cachorro bravo à espreita. Max! Mas! Deeiixa as novilhas em paz! O grito de Célia, ecooa, atazana o ouvido. Ô mulher pra falar alto! A avó Iracema deixa o bordado e sai pra cozinha, atrantada com os gritos dessa menina, sem os famosos lábios de mel ,que ouvira, nas noites, do avó na leitura de um livro de José de Alencar.


No quarto, o antigo vestido de noiva, guardado nos sonhos das novas gerações. A festa das outras meninas era brincar de noiva com o vestido guardado da tia Lurdinha. Tudo tinha que ser bem escondidinho. O nome de Lurdinha era segredo, letras fortuitas nas bocas da família.

(...)
Tudo era em vão. Nas ruas, nas chuvas, dentro das casas.
Tudo vão!
(Praça da Matriz - Tapiratiba)
ALMA ENCANTADORA DAS RUAS

João do Rio


This is a sensible book. This is a book to improve your mind. I do not tell you all I know, because
I do not want to swamp you with knowledge...
(Este é um livro sensível. Este é um livro para melhorar nossa mente. Eu não vou contar a todos vocês o que eu sei, porque eu não desejo atolá-los com meu conhecimento...)

Jerome K. Jerome
A
João Ribeiro
Profunda admiração
JOÃO DO RIO


A RUA

Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se
não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é
partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades,
nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia,
mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. Tudo se transforma, tudo varia — o amor, o ódio, o egoísmo. Hoje é mais amargo o riso, mais dolorosa a ironia, os séculos passam, deslizam, levando as coisas fúteis e os acontecimentos notáveis. Só persiste e fica, legado das gerações cada vez maior, o amor da rua.

A rua! Que é a rua? Um cançonetista de Montmartre fá-la dizer:

Je suís la rue, femme êternellement verte,
(Eu sou a rua, fêmea eternamente verde)
Je n’ai jamais trouvé d’autre carrière ouverte
(Eu jamais encontrei outra carreira aberta)
Sinon d’être la rue, et, de tout temps, depuis
(Senão de outra rua, e, todo o tempo, depois)
Que ce pénible monde est monde, je la suis...
(Que esse penoso mundo é mundo, eu sou-o...)

A verdade e o trocadilho! Os dicionários dizem: “Rua, do latim ruga, sulco. Espaço entre as casas e as povoações por onde se anda e passeia”. E Domingos Vieira, citando as Ordenações: “Estradas e rua pruvicas antiguamente usadas e os rios navegantes se som cabedaes que correm continuamente e de todo o tempo pero que o uso assy das estradas e ruas pruvicas”.

A obscuridade da gramática e da lei! Os dicionários só são considerados fontes fáceis de completo saber pelos que nunca os folhearam. Abri o primeiro, abri o segundo, abri dez, vinte enciclopédias, manuseei in-folios especiais de curiosidade. A rua era para eles apenas um alinhado de fachadas por onde se anda nas povoações.

Ora, a rua é mais do que isso, a rua é um fator da vida das cidades, a rua tem alma!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Recado para um senhor lá do alto da colina....

(Foto do Eclipse Lunar do dia 16/08, roubada do blog da Vira-lata!!!)

Estive pensando... Quando vinha caminhando para casa hoje à noite, depois da aula, fui observando o céu limpo sem nenhuma nuvem, as árvores iluminadas pela Lua.... percebi que muitas coisas mudaram na minha vida nestes últimos dias. Conheci pessoas, descobri outras, fui convidada "por mim mesma" a escrever um livro . Ainda estou imaginando o que escrever ! Se livro infanto-juvenil, se adulto, monólogo... Deve ser inédito! Talvez não exista nada de inédito nesse mundo mais...Também com tantas revoluções tecnológicas, avanços por todos os lados. Segundo minha avó, as crianças de hoje já nascem com os olhos abertos e sorrindo para nós. Antes nasciam com eles fechados, e continuavam fechadas por muitos anos de suas existências.
No momento em que disse a minha amiga Ciça que escreveria um livro, ela, entusiamada, trouxe logo a última leitura que fazia. Rindo muito, leu o título: " O que toda mulher inteligente devem saber" (como lidar com os homens com sabesosria e conseguir o amor que você merece....). E aí vem a sorte de tudo quanto é baboseira que estamos cansadas de ouvir e ler por aí - conversa de cabeleireiros, de folhetim de quinta categoria! Ultimamente se ganha muito dinheiro escrevendo besteiras, coisas q as pessoas desejam ouvir - nada sutil, criativo ou formativo. Se gente viesse com um manual de instruções, acho que todo realcionamento estaria salvo das intempéries do tempo e da mídia. Fico pensando como há pessoas quem acreditam piamente nisso, e ainda pior, conseguem estar ao lado das pessoas q pensam que amam. Relacionamentos estereotipados pela mídia, pela psicanálise, pela mãe de santo, e por aí vai! Acho interessante que, ao passo de não estarmos ligados a nenhum acontecimento conspirado por nós mesmos, os caminhos sutis da vida ou destino, quem sabe?, delineam nossos próximos passos, meses ou anos. A despeito das palavras elaboradas, pensadas ao escrever, do caminhos que fiz esta noite, dos pensamentos, da Lua e do céu azul... eu gostei muiiiiiiiiiiito de te conhecer,Yishma'el (do hebráico:שְׁמָעֵאל ).
Naquela noite, quando você chegou animado e se apresentou, não esperava a pessoa que me apresentou. Fiquei meio surpresa no momento, pois tinha uma imagem idealizada, diferente daquela que se apresentava ali. É uma pena que esteja envolvido, pois toparia sair com vc e te conhecer melhor, caso contrário. Sei que isso ainda é possível, poderemos trocar umas idéias meio furtivas por aí! Tirar a má impressão que formei a seu respeito... Comentei algo a respeito com uma amiga; ela disse que vc é assim mesmo, é uma boaaa pessoa e que torcia pra que fôssemos amigos ou qualquer coisa a mais, pois "o céu anda conspirando a favor"!!! rs!
Foi tudo muito interessante como aconteceu... antes de vc me ligar e eu te conhecer, pensei várias vezes em ir te encontrar, pois vc era o único dos meus contatos cujo rosto não conhecia. Deveria ter feito isso. Sabe como eu te imaginava? Cabeça branquinha, um senhor de uns 75 anos como o meu pai, aposentado, com um "veinha" muuuuito gracinha do lado e que me receberia com um café muito gostoso....rs! Foi isso realmente que imaginei!
Deveria ter ido te encontrar, me arrependi de não ter feito isso antes. Agora dei pra sair falando que amo todo mundo e beijando a todos, pois deveria ter feito isso pelo Elias, uma pessoa que sempre amei e admirei.... Mas não deu tempo! Espero que tudo esteja bem com você e seus filhos! E que possamos conversar qualquer dia desse e que você faça um café bem gostoso pra mim aí na sua casa! Viu, velhinho?!!! Beijos e fica bem!!!
Aliás, a noite está linda!

sábado, 16 de agosto de 2008

eu não acreditooooooooooooo! Meu PC deu pau e perdi um livro!!!



Amanhã escreverei o que "fiz aqui" sobre meu próximo caro amigo Ronald Claver!
O que escrevi ontem com a ajuda da emoção, seria bem parecido com estas palavras:
Recebi o seguinte e-mail do escritor e poeta Ronald Claver...
Ana e Pedro
De: Ronald Claver Camargo
Enviada: sábado, 16 de agosto de 2008 16:19:27
Para:
LORÊNY "do elias "APARECIDA PORTUGAL RIOS DA COSTA (lorene.portugal@hotmail.com)
Loreny,você me propôs escrever novamente ou em conjunto o Ana e Pedro. Bem, acho legal, mas não agora, o tempo passou e ana e pedro continuam lá no passado/presente. Que tal uma nova história, não necessariamente de cartas, mas de parágrafos inusitados, com princípío, meio e fim? Uma coisa nova ou com cara de nova?bjs,
p.s. o último e-mail não consegui ler o arquivo.

Fiquei muito lisonjeada pelas palavras do caro escritor, embora o convite tenha partido de mim, o e-mail venho com a resposta"que tal uma nova história?". Isso quer dizer que fui incluída no "roll" dos bons escritores. Disso eu duvidei várias vezes, pois sempre achei meus textos com um quê de indeterminado pela falta de estilo. Acho que me defini, se posso dizer assim, como uma escritora de estilo.
Sempre que conversava com Elias, discordava de sua opinião de que textos literários deveriam ser trabalhandos para que fossem editados. Na minha fase inicial, achava que tudo que havia escrito já estava pronto, era inusitado. Depois, com o tempo, fui observando minhas falhas. Sempre fui uma escritora, se assim posso me determinar, relapsa, perdi até poemas classificados em concursos literários!!! Hoje posso observar as mudanças ocorridas em alguns poemas, pois na realidade, comecei há pouco tempo guardá-los com carinho.
Havia muito que não escrevia... foi numa noite em que estava em contato com amigos do Orkut, que por surpresa encontrei um velho amor, que de velho não tinha nada. Renovei minha paixão por ele e por escrever. Foi o seu encontro que iluminou meus caminhos esquecidos da literatura...

Ontem, depois de ler o e-mail de Ronald, saí pra caminhar pela cidade, fazer exercício para o corpo e para mente. A minha felicidade aos poucos foi se tornando tristeza. Assim que fui chegando na Praça dos Ipês,
carinhosamente apelidado por mim, fui sentindo a ausência/presença de quem mais os amava - o Elias. Meu coração ficou apertadinho, coração de passarinho... chorei o choro da mágoa imensa de quem foi deixado sem seu livro preferido!
Continuei minha caminhada, à frente, as primeiras imagens do eclipse lunar, a paisagem que ia atrás era igualmente encantadora, o Pôr do Sol mas triste.... Há dois sábados perdíamos o Elias, lembrei... meu choro foi inundando meu rosto de saudades. Essas serão eternas...
Ao mesmo tempo que ia lavando minha saudade, ia pensando na proposta de escrever... O que escrever? Tenho umas idéias guardadas, mas são cartas... Algo inusitado, não sei!? Talvez...
Pelo caminho da Av. Conde Ribeiro do Vale, também fui pensando nas propostas que tenho recebido nos últimos meses. Propostas tentadoras de aventuras amorosas.... Pessoas não menos interessantes que as propostas! Mas... percebi-me uma mulher quase querendo ficar sozinha, aqui, no meu canto de escritora e sonhadora. Guardada das moléstias do amor, impedindo-me de viver.
Do outros lado de telefone ouvi: "olha que você está perdendo tempo.... Um cara que vem não sei lá de onde e te diz que tem saudades.... Olha, se eu fosse você, pensava melhor!". Então resolvi pensar melhor e ligar.
Liguei, não havia mais tempo!
Era mesmo o que eu pensava.
Eu, aqui pelas tantas, nas terras montanhosas das Minas Gerais, observando o resto do Eclipse que certamente mudará coisas em minha vida.
Mas esse foi parcial, não total, por que totalmente ninguém muda...rs!
P.S.: esse texto eu dedico ao Ronald Claver, ao Alexandre Elias, ao João Prudente Pires e ao meu inesquécivel e amado, sempre!, Elias José!!!
Ah, havia me esquecido - ao Ismael Alves de Souza, meu mais novo amigo, lá do alto da colina!

Hoje teve Eclipse da Lua...

18:06... Ela vem linda! Já nasceu eclipsada no horizonte leste...
No anoitecer de hoje, aconteceu um eclipse parcial da Lua. Os eclipses são muito importantes porque indicam o final e o início de ciclos de mudança. O eclipe acontecerá no nacer da lua, por volta das 18 horas, e poderá ser visto em todo Brasil no lado leste.Daí a necessidade de consciência em relação a si mesmo, de analisar o momento em que você se encontra, refletir sobre os papéis vem desempenhando, saber o que precisa ser deixado para trás e agir em prol das diretrizes que precisa perseguir.Nos eclipses, sejam do Sol ou da Lua, a Terra fica sem “pai” nem “mãe”. Assim, o simbolismo do eclipse está em um chamado à responsabilidade, onde cada um é encarregado de dar conta dos próprios problemas, dos projetos para o futuro e do sentido de sua vida.O eclipse lunar do próximo sábado se dará com o Sol no signo de Leão e a Lua em Aquário. Se você possui o signo solar, o Ascendente ou a Lua em um dos dois, é mais provável que perceba o começo de uma nova fase na qual idéias, condutas e hábitos infrutíferos precisam ser abandonados e, novas atitudes e conceitos, precisam emergir. Sabendo as casas no seu Mapa Astral onde se encontra o eixo Leão-Aquário você descobre a área da sua vida envolvida com o eclipse.Além de ser um fenômeno muito bonito e interessante, os eclipses são uma espécie de convite à meditação e a uma nova perspectiva sobre as coisas. São instantes mágicos, como se o tempo e a natureza estivessem em suspenso e as coisas fora de lugar. A ordem cósmica se altera. Portanto, a consciência de si, do que está a sua volta e do universo como um todo adquire importância ainda maior. Então a gente se pergunta: “Para onde estou indo”?

Close da Lua em eclipse parcial

18:24... outro close

18:56...

Como eu havia comentado em outro post, aqui no Brasil a Lua já nasceu eclipsada e, portanto, estamos vendo somente a segunda metade do eclipse. Aos poucos a Lua vai saindo do cone de sombra da Terra.

Você reparou que a sombra da Terra projetada sobre a Lua é arredondada?
É uma prova experimental de que nosso planeta é redondo. Claro que você já sabia disso!
Você até já viu foto da Terra vista do espaço! Mas povos antigos usavam eclipses lunares para confirmar que a Terra é redonda a partir da sombra curva.
19:27... Mais uns 15 minutos e a fase umbral termina de vez. Aproveite o espetáculo!

19:38...Finalzinho da fase umbral.

19:43 Como previsto, o último gole. Depois só penumbra...

19h58min de Sábado, 16 de Agosto...
Cadê a sombra? Já era! Agora a Lua Cheia, ainda dentro do cone de penumbra, só está um pouco menos brilhante. Aos poucos voltará ao brilho máximo característico de Lua Cheia. A melhor parte do espetáculo já foi.
Dedico esta cobertura do Eclipse Lunar parcial ao João Pires, meu caro amigo, o "fotógrafo da Natureza"...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Evento no Céu de Agosto: MARTE ficará + perto da TERRA!!!!


Loreny essa é pra vc...

bjs Joao

Anotem em suas agendas, deverá ser interessante!!

Duas Luas no dia 27 de Agosto. Todo o Mundo está aguardando.

O Planeta Marte será o mais brilhante no início da noite.

Parecerá tão grande quanto a Lua cheia.

Este fenômeno acontecerá no dia27 de Agosto quando o planeta Marte ficar a 34.65 milhões de milhas daTerra.

Olhe o céu no dia 27 de Agosto, às 0:30Am (meia noite e trinta).

Parecerá que a Terra tem 2 luas.

A próxima vez que ele ficará tão perto da Terra será em 2287.

Partilhe com os seus amigos pois NINGUÉM VIVO HOJE voltará a vê-lo.


sábado, 2 de agosto de 2008

Mudamos o mês e mudou-se também a história...

Elias, meu Professor e caro amigo foi embora, encontrar com a Iracema!!!!

A saudade ficou apertada demais...
Eu me lembro que os dois se amavam verdadeiramente.Todos os dias, quando chegavam na Faculdade, em Guaxupé, eles sempre se procuravam para falar "oi", dar um abraço e um beijinho carinhoso.
Eu achava aquilo lindo....
Olhava pela porta pensando "por que meus irmãos não eram assim?".
Eu assiti à essa cena várias vezes, até que um dia Deus levou a Iracema...
Elias ficou muito triste!
Eu conversava com ele durante às aulas da semana, pois quase não tinha aluno.
Foi naquele tempo em que havia somente aulas na terça-feira e nos fins de semana. Durante as aulas do meio da semana, ficávamos conversando sobre a vida, sobre os amigos.... Um dia ele me disse que nem sempre os casamentos ficavam bem como imaginávamos , as Cinderelas. Assim como os outros, o meu também não estava. Ele me disse que eu deveria pensar melhor, que eu era jovem demais e que tinha a vida para frente e muito talento com a Língua.
Lembro que muitas vezes íamos ao barzinho em frente à Faculdade, a Iracema, a Cecília, algumas outras pessoas.
Isso faz muito tempo...

...e hoje estou melhor por causa dele,

que acreditou em mim como profissional e até mesmo como pessoa.

Estou muiiiiiiiiiiiito triste! O Elias me fez melhor do que eu acreditava.
Ecreditou em mim quando ainda caminhava na profissão e me fez descobrir o quanto boa eu era! Me fez a mulher inteligente que sou hoje!
Vou sentir muita falta dele!
Fomos cúmplices no amor à Literatura, ao Português, à Poesia e à música!
Sempre!

Muitos vão me perguntar o porquê dos ipês.
em uma de nossas conversas ele diz que gostava do amarelo, era a cor de que mais gostava.
E gostava também dos Ipês da Avenida Conde Ribeiro do Vale. E, como eu, adorava essa época por causa deles. Nesse ano, acho que o Elias não chegou a ver os seus Ipês que tanto adorava. Então eu os mando pra você, meu amigo, através dos meus olhos...
Vá feliz, Elias! Pois você soube viver sua vida com a dignidade da pessoa simples que era e com a alegria da criança que sempre viveu em você.
Vá, e tenha a certeza que nosso mundo é mais bonito por termos conhecido o seu sorriso e a sua alegria, a sua arte e a sua força de acreditar que sempre poderíamos ser melhores do que somos.

sábado, 26 de julho de 2008

Minha primeira postagem.... estou fazendo aniversário!!!

NÃO TENHO MUITO O QUE DIZER...
...meus poemas falam por mim...
Ultimamente, encontro-me em estado de apatia poética. O mundo anda me fazendo mal. Tenho medo de assistir a noticiários, ler jornais. A única atividade que acho graça é andar pela cidade, observar as nuances que o inverno deixa na paisagem. Penso na vida, no que ainda posso e devo construir ou fazer por mim... embora o tempo escoe como água depois de destanpado o ralo de uma pia cheia. Os vórtices da água vão fazendo um desenho, envolvendo meu pensamento. E digo pra mim mesmo: *Não tenho muito tempo, já tenho 46 anos! E há tanto o que realizar.
Um dia desses me indispus como uma companheira de comunidade. Ela deve ter mais ou menos uns 20 anos, é fanática por um cantor americano e acha que detém todo o conhecimentos sobre ele. Isso me fez pensar nas atitudes prepotentes que todo ser humano possui ao lidar com os outros e com tudo aquilo que pertence à humanidade.Se o mundo fosse de outra forma, não haveria tanta corrupção ou violência, tanta perversidade e egoísmo, tanta injustiça. Somos egoístas! E a atitude da tal jovem me fez rir um bocado, depois me fez pensar na inutilidade da vida.
Somos tão frágeis que o estar aqui pode não significar nada daqui apenas um segundo! Um ato insano de alguém, uma alegria incontida, uma irresponsabilidade pode nos levar pra sempre! E também nem sei o porquê de pensar tudo isso aí.
Só sei que pensei na moça de 20 anos, na minha apatia poética e que deveria escrever alguma coisa para postar no meu Blog! Acho que essas palavras falam por mim. "O dia hoje deu em chuvoso." Lembrei deste verso quando olhei a paisagem triste da manhã de hoje. É um dia em que não há muito a comemorar, apesar das medalhas que o Brasil obteve no Pan... Tenho lá meus motivos. O poema é Trapo, de Fernando Pessoa.

* Estou fazendo aniversário de blog neste mês. O ano passou rápido. Muitas coisas aconteceram de bom e de ruim na minha vida. Passei por um problema emocional grave - a tal Sídrome de Pânico. Quando leio o que escrevi, percebo que já estava meio "empanicada" naquela época.
O amor ainda é o mesmo, as músicas também são as mesmas e, mesma, é a vidinha que ando levando. Nada mudou muito, reencontrei velhos amigos, é certo!
Estou mais animada, meu velho humor negro está de volta. Estou postandonovamente no blog "Caminhos Zen(juízo)".
Mas bacana mesmo foi ter encontrado o João Pires, um amigo de longa data que, por alguma razão, não anda falando comigo nestas últimas semanas. Amanhã começa o SIMEG, o simpósio de educação na minha cidade. Este ano resolvi que não vou. Estou cansada de ouvir falar em Educação e afins. A minha opinião quanto à educação continua a mesma - sem solução!!! Não adianta conversar apenas, a maioria das pessoas não agem, e todo o trabalho de quem a leva a sério vai pro lixo, sem retorno! Esse é o único lixo que parece não ser reciclável!
E agora: P A R A B É N S para mim! E para o meu blog!
...e felicidade para aqueles que me acompanharam nesse meu primeiro ano de exitência...

Recados para Orkut



quarta-feira, 23 de julho de 2008

Amor no Éter

Há dentro de mim uma paisagem entre meio-dia e duas horas da tarde.
Aves pernaltas, os bicos mergulhados na água,
entram e não neste lugar de memória,
uma lagoa rasa com caniço na margem.
Habito nele, quando os desejos do corpo,
a metafísica, exclamam: como és bonito!
Quero escrever-te até encontrar
onde segregas tanto sentimento.
Pensas em mim, teu meio-riso secreto
atravessa mar e montanha,
me sobressalta em arrepios,
o amor sobre o natural.
O corpo é leve como a alma,
os minerais voam como borboletas.
Tudo deste lugar
entre meio-dia e duas horas da tarde.

Adélia Prado

terça-feira, 22 de julho de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Hei! Pare!!! Onde vc pensa QUE VAI????


18/07 (hoje) às 8h54 a 20/07 às 9h12
Sol na casa 7, lua na casa 1
Eis que a Lua torna-se cheia, formando uma oposição ao Sol, no eixo 1/7 do seu mapa astrológico, entre os dias 18/07 (hoje) às 8h54 e 20/07 às 9h12, Loreny. Estes serão dias delicados, onde a palavra-chave é ajuste dos relacionamentos: quem sou eu e quem é o outro? Até que ponto eu vejo o outro como outra pessoa, até que ponto perco a objetividade e o vejo como um espelho de mim? Todos nós tendemos a projetar coisas de nossas almas sobre as outras pessoas, em maior ou menor grau, e em alguns momentos específicos. Convém, Loreny, neste momento, você avaliar melhor se aquilo que você tanto critica ou elogia em seu próximo está realmente no outro ou se é algo seu que se encontra projetado. Este pode ser um maravilhoso momento de complementaridade, em que surge alguém com as peças que faltavam para você montar um quebra-cabeças, mas pode também ser um momento de confronto, em que dolorosamente alguém lhe enfia o dedo na ferida.

sábado, 12 de julho de 2008

Divindade!

There's the moon asking to stay
Long enough for the clouds to fly me away
Well it's my time coming, I'm not afraid to die
My fading voice sings of love,
But she cries to the clicking of time
Of time
Wait in the fire...
And she weeps on my arm
Walking to the bright lights in sorrow
Oh, drink a bit of wine we both might go tomorrow
Oh my love
And the rain is falling and i believe
My time has come
It reminds me of the pain
I might leave
Leave behind
Wait in the fire...
And I feel them drown my name
So easy to know and forget with this kiss
I'm not afraid to go but it goes so slow.
Jeff Buckley

Como assiiiiiiiiiiiim?????

Amarelou tudo por aqui!!!! Mesmo sem eu chegar às vias de fato, fiquei chupando dedo e com cara de maionese....rs!
As coisas andam tão avançadas, mas tão avançadas... que levei um fora antes de algo mais além começar. Tudo isso é fruto dos tempos modernos. Encontramos amigos pela Internet, ex-amores, fazemos amigos e até amantes por ela... Ontem levei um fora por ela! Isso é legal porque nos poupa do contato físico com as pessoas que escolhemos por essa via sem ao menos chegarmos às vias de fato! Rs! Muiiiiiiiiiiito bom, muito bom, demais!!!

Tempos modernos, tempos modernos!!!!!

sábado, 5 de julho de 2008

Só se for... Quem mesmo?

“Pois ser humano, com toda a miséria e grandeza que isso significa, não é apenas desejar consolo e esperança, mas também abrir os olhos e enxergar além disso, sem perder a alegria.
Lya Luft – O Silêncio dos Amantes.”

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Breve



Cansada de viver
Num êxtase
Estico os braços


Espalmo os céus.
O ar que me falta
Corre de ti
Inconciso.

A cadeira
(o único) apoio para as minhas loucuras
de mirar o céu
e me envolver entre as nuvens
circunspecta.

Breve.
As árvores, os troncos
Sobem o ar afora.
a única maneira
- não pensar.

O cheiro etílico do hospital
Me recorda:
A vida é breve
?

Como me falta o ar
Respiro a vida,
O tempo pouco,
A esperança parca

Não sei se viver é isso
Vivo
In

... a caminho do céu! 2


Varrendo o quintal
E o que sobeja da água fresca.

O cheiro resinado do lodo,
Os cacos secos dos líquens caídos das árvores.
É inverno e o céu azul por essas bandas
Ecoa espaços de faz-de-conta.

A mente flui.
Vai buscar pensamento longe
No amontoado de nuvens brancas.

Ao lado da página,
A cachorra brinca com o verme que saí do cimento quente.
Cutuca, raspa as unhas, geme.

Olho para o azul do céu,
Respiro o ar guardado do lado do jardim,
Ar fresco, profundo, quente.
E o pensamento busca longe...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

... a caminho do céu!


POEMA COMEÇADO NO FIM

Um corpo quer outro corpo.
Uma alma quer outra alma e seu corpo.
Este excesso de realidade me confunde.
Jonathan falando:
parece que estou num filme.
Se eu lhe dissesse você é estúpido
ele diria sou mesmo.
Se ele dissesse vamos comigo ao inferno passear
eu iria.
As casas baixas, as pessoas pobres,
e o sol da tarde,
imaginai o que era o sol da tarde
sobre a nossa fragilidade.
Vinha com Jonathan
pela rua mais torta da cidade.
O Caminho do Céu.
Adélia Prado

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Acho que vou, sim!!!!


Bilhete da Ousada Donzela


Jonathan, há nazistas desconfiados.
Põe aquela sua camisa que eu detesto
- comprada no Bazar Marrocos -
e venha como se fosse pra consertar meu chuveiro.
Aproveita na terça que meu pai vai com minha mãe
visitar tia Quita no Lajeado.
Se mudarem de idéia, mando novo bilhete.
Venha sem guarda-chuva
- mesmo se estiver chovendo -
Não agüento mais tio Emílio que sabe e finge não saber
que te namoro escondido e vive te pondo apelidos.
O que você disse outro dia na festa dos pecuaristas
até hoje soa igual música tocando no meu ouvido:
"Não paro de pensar em você."
Eu também, Natinho, nem um minuto.
Na terça, às duas da tarde,
hora em que se o mundo acabar eu nem vejo.
Com aflição,
Antônia.


Adélia Prado