sábado, 26 de julho de 2008

Minha primeira postagem.... estou fazendo aniversário!!!

NÃO TENHO MUITO O QUE DIZER...
...meus poemas falam por mim...
Ultimamente, encontro-me em estado de apatia poética. O mundo anda me fazendo mal. Tenho medo de assistir a noticiários, ler jornais. A única atividade que acho graça é andar pela cidade, observar as nuances que o inverno deixa na paisagem. Penso na vida, no que ainda posso e devo construir ou fazer por mim... embora o tempo escoe como água depois de destanpado o ralo de uma pia cheia. Os vórtices da água vão fazendo um desenho, envolvendo meu pensamento. E digo pra mim mesmo: *Não tenho muito tempo, já tenho 46 anos! E há tanto o que realizar.
Um dia desses me indispus como uma companheira de comunidade. Ela deve ter mais ou menos uns 20 anos, é fanática por um cantor americano e acha que detém todo o conhecimentos sobre ele. Isso me fez pensar nas atitudes prepotentes que todo ser humano possui ao lidar com os outros e com tudo aquilo que pertence à humanidade.Se o mundo fosse de outra forma, não haveria tanta corrupção ou violência, tanta perversidade e egoísmo, tanta injustiça. Somos egoístas! E a atitude da tal jovem me fez rir um bocado, depois me fez pensar na inutilidade da vida.
Somos tão frágeis que o estar aqui pode não significar nada daqui apenas um segundo! Um ato insano de alguém, uma alegria incontida, uma irresponsabilidade pode nos levar pra sempre! E também nem sei o porquê de pensar tudo isso aí.
Só sei que pensei na moça de 20 anos, na minha apatia poética e que deveria escrever alguma coisa para postar no meu Blog! Acho que essas palavras falam por mim. "O dia hoje deu em chuvoso." Lembrei deste verso quando olhei a paisagem triste da manhã de hoje. É um dia em que não há muito a comemorar, apesar das medalhas que o Brasil obteve no Pan... Tenho lá meus motivos. O poema é Trapo, de Fernando Pessoa.

* Estou fazendo aniversário de blog neste mês. O ano passou rápido. Muitas coisas aconteceram de bom e de ruim na minha vida. Passei por um problema emocional grave - a tal Sídrome de Pânico. Quando leio o que escrevi, percebo que já estava meio "empanicada" naquela época.
O amor ainda é o mesmo, as músicas também são as mesmas e, mesma, é a vidinha que ando levando. Nada mudou muito, reencontrei velhos amigos, é certo!
Estou mais animada, meu velho humor negro está de volta. Estou postandonovamente no blog "Caminhos Zen(juízo)".
Mas bacana mesmo foi ter encontrado o João Pires, um amigo de longa data que, por alguma razão, não anda falando comigo nestas últimas semanas. Amanhã começa o SIMEG, o simpósio de educação na minha cidade. Este ano resolvi que não vou. Estou cansada de ouvir falar em Educação e afins. A minha opinião quanto à educação continua a mesma - sem solução!!! Não adianta conversar apenas, a maioria das pessoas não agem, e todo o trabalho de quem a leva a sério vai pro lixo, sem retorno! Esse é o único lixo que parece não ser reciclável!
E agora: P A R A B É N S para mim! E para o meu blog!
...e felicidade para aqueles que me acompanharam nesse meu primeiro ano de exitência...

Recados para Orkut



quarta-feira, 23 de julho de 2008

Amor no Éter

Há dentro de mim uma paisagem entre meio-dia e duas horas da tarde.
Aves pernaltas, os bicos mergulhados na água,
entram e não neste lugar de memória,
uma lagoa rasa com caniço na margem.
Habito nele, quando os desejos do corpo,
a metafísica, exclamam: como és bonito!
Quero escrever-te até encontrar
onde segregas tanto sentimento.
Pensas em mim, teu meio-riso secreto
atravessa mar e montanha,
me sobressalta em arrepios,
o amor sobre o natural.
O corpo é leve como a alma,
os minerais voam como borboletas.
Tudo deste lugar
entre meio-dia e duas horas da tarde.

Adélia Prado

terça-feira, 22 de julho de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Hei! Pare!!! Onde vc pensa QUE VAI????


18/07 (hoje) às 8h54 a 20/07 às 9h12
Sol na casa 7, lua na casa 1
Eis que a Lua torna-se cheia, formando uma oposição ao Sol, no eixo 1/7 do seu mapa astrológico, entre os dias 18/07 (hoje) às 8h54 e 20/07 às 9h12, Loreny. Estes serão dias delicados, onde a palavra-chave é ajuste dos relacionamentos: quem sou eu e quem é o outro? Até que ponto eu vejo o outro como outra pessoa, até que ponto perco a objetividade e o vejo como um espelho de mim? Todos nós tendemos a projetar coisas de nossas almas sobre as outras pessoas, em maior ou menor grau, e em alguns momentos específicos. Convém, Loreny, neste momento, você avaliar melhor se aquilo que você tanto critica ou elogia em seu próximo está realmente no outro ou se é algo seu que se encontra projetado. Este pode ser um maravilhoso momento de complementaridade, em que surge alguém com as peças que faltavam para você montar um quebra-cabeças, mas pode também ser um momento de confronto, em que dolorosamente alguém lhe enfia o dedo na ferida.

sábado, 12 de julho de 2008

Divindade!

There's the moon asking to stay
Long enough for the clouds to fly me away
Well it's my time coming, I'm not afraid to die
My fading voice sings of love,
But she cries to the clicking of time
Of time
Wait in the fire...
And she weeps on my arm
Walking to the bright lights in sorrow
Oh, drink a bit of wine we both might go tomorrow
Oh my love
And the rain is falling and i believe
My time has come
It reminds me of the pain
I might leave
Leave behind
Wait in the fire...
And I feel them drown my name
So easy to know and forget with this kiss
I'm not afraid to go but it goes so slow.
Jeff Buckley

Como assiiiiiiiiiiiim?????

Amarelou tudo por aqui!!!! Mesmo sem eu chegar às vias de fato, fiquei chupando dedo e com cara de maionese....rs!
As coisas andam tão avançadas, mas tão avançadas... que levei um fora antes de algo mais além começar. Tudo isso é fruto dos tempos modernos. Encontramos amigos pela Internet, ex-amores, fazemos amigos e até amantes por ela... Ontem levei um fora por ela! Isso é legal porque nos poupa do contato físico com as pessoas que escolhemos por essa via sem ao menos chegarmos às vias de fato! Rs! Muiiiiiiiiiiito bom, muito bom, demais!!!

Tempos modernos, tempos modernos!!!!!

sábado, 5 de julho de 2008

Só se for... Quem mesmo?

“Pois ser humano, com toda a miséria e grandeza que isso significa, não é apenas desejar consolo e esperança, mas também abrir os olhos e enxergar além disso, sem perder a alegria.
Lya Luft – O Silêncio dos Amantes.”

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Breve



Cansada de viver
Num êxtase
Estico os braços


Espalmo os céus.
O ar que me falta
Corre de ti
Inconciso.

A cadeira
(o único) apoio para as minhas loucuras
de mirar o céu
e me envolver entre as nuvens
circunspecta.

Breve.
As árvores, os troncos
Sobem o ar afora.
a única maneira
- não pensar.

O cheiro etílico do hospital
Me recorda:
A vida é breve
?

Como me falta o ar
Respiro a vida,
O tempo pouco,
A esperança parca

Não sei se viver é isso
Vivo
In

... a caminho do céu! 2


Varrendo o quintal
E o que sobeja da água fresca.

O cheiro resinado do lodo,
Os cacos secos dos líquens caídos das árvores.
É inverno e o céu azul por essas bandas
Ecoa espaços de faz-de-conta.

A mente flui.
Vai buscar pensamento longe
No amontoado de nuvens brancas.

Ao lado da página,
A cachorra brinca com o verme que saí do cimento quente.
Cutuca, raspa as unhas, geme.

Olho para o azul do céu,
Respiro o ar guardado do lado do jardim,
Ar fresco, profundo, quente.
E o pensamento busca longe...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

... a caminho do céu!


POEMA COMEÇADO NO FIM

Um corpo quer outro corpo.
Uma alma quer outra alma e seu corpo.
Este excesso de realidade me confunde.
Jonathan falando:
parece que estou num filme.
Se eu lhe dissesse você é estúpido
ele diria sou mesmo.
Se ele dissesse vamos comigo ao inferno passear
eu iria.
As casas baixas, as pessoas pobres,
e o sol da tarde,
imaginai o que era o sol da tarde
sobre a nossa fragilidade.
Vinha com Jonathan
pela rua mais torta da cidade.
O Caminho do Céu.
Adélia Prado

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Acho que vou, sim!!!!


Bilhete da Ousada Donzela


Jonathan, há nazistas desconfiados.
Põe aquela sua camisa que eu detesto
- comprada no Bazar Marrocos -
e venha como se fosse pra consertar meu chuveiro.
Aproveita na terça que meu pai vai com minha mãe
visitar tia Quita no Lajeado.
Se mudarem de idéia, mando novo bilhete.
Venha sem guarda-chuva
- mesmo se estiver chovendo -
Não agüento mais tio Emílio que sabe e finge não saber
que te namoro escondido e vive te pondo apelidos.
O que você disse outro dia na festa dos pecuaristas
até hoje soa igual música tocando no meu ouvido:
"Não paro de pensar em você."
Eu também, Natinho, nem um minuto.
Na terça, às duas da tarde,
hora em que se o mundo acabar eu nem vejo.
Com aflição,
Antônia.


Adélia Prado

terça-feira, 1 de julho de 2008