sábado, 12 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Água Benta
Filho,
Vou orar por você,
E benzer a água no Pai Eterno.
Descansarei meu terço de cristal opala,
Benzerei todas as mazelas dos dia
E o caminho de terra que vai longe.
No cume da montanha verde-musgo
O Ipê amarelo desfolha
As mãos esperançosas colhem o café
Rudes,
Olham o céu - lá vem chuva!
Atrapalhar nossa colheita,
Tirar o pouco que nos deixa
A Natureza,
Os homens de bem,
Os cães que aguardam na porteira.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Bardo minêeeero... Sol de Primavera, à vera, havera, saudades...
Conversa de longe (um poema para Adélia Prado)
Para que estas modernidades
Se eu queria ser antiga
tradicional?
Embalar meus filhos,
muitos.
Trocar fraudas,
colocar os dentes-de-leite embaixo do tavesseiro,
rezar o Santo Anjo...
vigiar os olhos semi-serrados mergulhados no sonho profundo
dos castelos das princesas e os dragões.
O carro serpenteia as montanhas de Minas
e quanto mais perto do belo horizonte
mais azuis elas são.
Mais saudosas.
Eu olho a risada branca do companheiro de viagem.
Ele ri dos poemas de Adélia.
Renitente digo "Não ria não!
As palavras dela arranham a alma,
trazem a assombração!"
Ela, com a voz ainda firme,
de moça de cabelos brancos desgrenhados,
faz sarcasmo da realidade que eu desenhei.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Poema que veio de longe..

Passou a vida
pescando vidas
e nas vidas,
imagens.
Lia pensamentos
transbordava sentimentose
sofria, sofria
tanto pelo que via
e pelo que não via.
Sofria pelo mundo.
Um coração único
era pouco para um
universo de dor...
e de amor.
Pescava a dor
e a beleza
nas cenas alheias.
Onde os outros enxergavam
a pobreza ele, ele?
Ah, ele já tinha visto toda a riqueza!
"Imagem: `Pintura de Richard Calil Bulos, enquanto lembrava aqui de sua última exposição em Genebra, na OMC, chamada de "Pêcheur d'Images". Coloquei o título, falei pra ele pelo telefone e e ele adorou. - Pai, tem certeza que não quer vir? Do outro lado aquela risadinha.... - Não, eu não gosto destas coisas. Mas se a tua mãe quiser ela vai! / Danados. Não vieram, nem um e nem o outro. E agora eu olho, pro infinito dos céus que ele pintava e me pergunto: onde será que andam aqueles dois? Porque com certeza andam aí pelo universo a perambular juntos, nunca se separavam para nada... / E penso que a vida deles foi um poema, um poema de amor. Eterno e que durou. "
(essas palavras não são minhas, mas de uma amiga querida, que veio de longe, muito longe, das terras suíças... Jacqueline Bulos Aisenman)
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