domingo, 9 de maio de 2010

Dia das Mães? Dia dos Filhos!

Fim de feriado
Dá um jeito de desconsolo
O coração fica apertado
Sonha longe o filho que não veio
Os livros que tem para ler
Os dias aflitos que estão por vir.



Os dias passaram lindos,
Tanta movimentação e música, e poesia
E abraços de pessoas que não víamos a tanto tempo...



Ontem não choveu.
Olhávamos para ao céu aflitas,
Porque mães sabem que filho não gosta que chove em feriados
Que haja acidentes,
Que haja tristezas
Ou céu nublado.



Feriado é dia de sol limpo e céu sorridente
De carros andando apressados
De reunir amigos para um churrasco
Ou num bar confiados
De que seus futuros,
embora incertos,
terão dias promissores.

Amanhã é segunda-feira,
Inda bem que temos esse dia
Que nunca queremos que exista
Pra esquecer que fomos turistas,
Cozinheiras, batuqueiras, rendeiras,
Bordadeiras...
Amanhã ...
inda bem que é segunda-feira!
Pra encher nossos dias de crianças
E que deixe passar a solidão.






Mãe é tempo sem hora...


 (Poema extraído do livro "O Jogo Mágico das Palavras", de Elias José com ilustrações de Nelson Cruz) Publicado por ICEJ

Instituto Cultural Elias José


quarta-feira, 5 de maio de 2010

FIQUE (eu ficarei, sempre!)

José Victor

O coração baterá até o fôlego acabar
Você sabe que a amo, e me coloca nisso
Algo está indo mal comigo
Viver não é difícil, mas também não é fácil
Sempre mantendo os cães fora.

Caia como a chuva, caia como a chuva
Venha e caia como a chuva, venha e caia
Oh! Eu queria estar aí, ao seu lado
Porque isso é como a morte, garota
Deixe-me ficar por perto, deixe-me ficar por perto.

Você toma meu coração, e meu fôlego se vai
Você sabe que a amo, e me coloca nisso
Sinto-me um pouco tonto, e você sabe o porquê
Acreditando que não é difícil, mas que também não é fácil
Mantendo-me cego para o óbvio

Caia como a chuva, caia como a chuva
Venha e caia como a chuva, venha e caia
Oh! Eu queria estar aí, ao seu lado
Porque isso é como a morte, garota
Deixe-me ficar por perto, deixe-me ficar por perto.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A Lua pintou o céu azul cobalto
com a sua metade
e espero que essa seja a mais longa noite de toda a eternidade
para não chegar o amanhã.

Não quero rezas, nem flores
Nem véus de noiva e flor de laranjeira.
quero fugir em meio as bananeiras do quintal
esconder-me  no nicho criado sob suas folhas secas.

Se eu puder
quero voar no parapente a motor
que passa, levado pelo vento
no final de todas as tardes

Não quero ouvir sua voz,
quero tapar meus ouvidos e meus olhos
Não quero ver o azul do céu
Nem o sol.
Fugir apenas - este é meu destino para o amanhã.

Quero ficar com o corpo morto
e meus sentidos amanhecidos
sonhando comigo e com você
Neste balão gigante!


terça-feira, 27 de abril de 2010

Pipas e Papagaios

Não me deixe te esquecer!
As mexericas já estão maduras
Deixando os seus suaves sumos pelos ares
e quando vê
já é outra estação.



O céu azul de Abril
o vento fresco levando folhas
e as pipas correndo céus
com suas formas multicores.



Nunca aprendi fazer pipa:
É coisa de moleque, gritava o Brasa.
Mas fazia papagaios de rabos longos,
Maranhão, aquele sem rabo e com franjas!



Nas manhãs de céu limpo e vento
bem cedo eu preparava o carretel
subia o quintal de cima de casa
e lá ficava horas
viajando junto com as cores do infinito.



Amor devia ser assim,
coisa que a gente puxa pela linha,
distrai um pouco,
dá soquinho no carretel
pra ver a pipa dar cabeçada
e voltas longas no ar
até retomar o caminho
e trazê-lo de volta,
intacto.
Para o José Victor