
domingo, 28 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Natal.... Natal das crianças... Natal das noites de luz....
Já passou o Natal.... logo vem o Ano Novo and "Nada de Novo no Front"... Assim a vida vai se construindo sem inovações e vamos tendo que nos acostumar com cada buraquinho do caminho. Ano passado menos, 2008 mais.... e por aí vai!
Mas isso é consolo de quem já percebeu que não há muito o que fazer em um país que vive das espectativas mundiais, das alterações da bolsa, do mercado econômico mundial. Tirando de leve as grandes catástrofes que envolve neste momentos os flagelados das enchentes dos últimos dias.
Elegeram o Obama nos EUA, mataram tantos no trânsito no Brasil que dava pra fazer uma guerra mundial! E as crianças assassinadas brutalmente por "pais" e adultos que nem sei como classificar!?
É, o mundo anda bem mal... cada vez pior! E eu aqui nem faço nada pra que ele melhore. Vou montando minha árvore de Natal ano após ano... Colocando novos enfeites, que são meros retratos da economia. Se ela é mais alta e mais rica, reflete o poder aquisitivo de cada casa. A minha é cuidadosamente enfeitada e cada ano fica mais rica...

Neste ano, o meu astral andou melhor do que nos outros anos. O velho "espírito de porco de Natal" este ano deixou-nos de lado. Foi assombrar outras famílias menos afortunadas pela Paz.
2008 foi um ano em que cultivei um pouco mais a minha paciência. Presenciei outras tristezas. Aquelas que além de corroerem a alma, corroem também a carne. Levam cada pedacinho do nosso sentimento, porque vemos as pessoas que amamos, ou simplesmente por quem passamos a ter compaixão, sendo levadas aos minutos, aos segundos. Cada um contado dedo a dedo... Esse pra mim é o maior sofrimento. Mas é um sofrimento que nos transmitem paz, pois sabemos que aqueles que estão no Hospital do Câncer em Barretos, estão em busca do sonho de se verem curados. Todos, de alguma forma, querem viver. E acreditam na vida, pois saem dali a cada dia aliviados, como se tivessem deixado lá um parte ruim delas para eu fosse reciclada, lavada, reconstruída a espera de um milagre.
Andei meio sem inspiração em 2008. É como se eu estivesse vazia. Neste momento, procuro palavras para esboçar este meu vazio que me acompanhou mês a mês particularmente este ano.Seria um ensaio para algo maior e melhor?
Não sei! Surpresas me aguardam? Espectativas?
Nenhuma!
Para 2009 não há espectativas, pois já disse acima que a vida segue igual neste país cheio de problemas econômicos e desigualdades.
Não quero espectativas!
Penso em uma cerveja gelada que me espera na geladeira...
A chuva cai fria nesta noite de sexta.
Os jovens reclamam por não terem o que fazer.
A cidade é pequena, morosa, aos poucos ela se esquece de crescer... As luzes tremeluzindo nos reflexos da água no calçamento secular avisam que aqui o tempo vai devagar como as espectativas dos que aqui moram. Tudo anda vazio demais.
... e um rock de Jeff Bucklley rola ao fundo falando também deste vazio que eu sinto no momento.
Um vazio cheio de sentimentos. Um vazio que busca explicação. Um vazio que se repete no pensamento de muitos que fazem a mesma reflexão todos os anos, bem no finalzinho...
Hoje já são 27 de Dezembro de um ano que quase nem vi passar.
Passou aéreo, sem nexo em muitos momentos...
É um ano que se fez cumprir nas "profecias" de alguns cientistas peocupados com os transtornos do clima causados pelo aquecimento global.
A cada noticiário que vejo, assisto-o perplexa, mas ao mesmo tempo consolada com as previsões ouvidas há dois anos na voz de Leonardo Boff, de Al Gore e muitos outros... Penso "poderia ter sido pior"! Viro pro canto e durmo mais uma noite assim, calma, como se tivesse vendo um filme e o desligasse no controle remoto ao lado do criado-mudo!
Boa noite! Amanhã vai ser outro dia. Será igual?

terça-feira, 23 de dezembro de 2008
É Natal... Muita Paz! Muita Luz! Nasceu Menino Jeus!!!
A pintura é da LIK!!!CANTIGA DOS PASTORES
À meia noite no pasto,
guardando nossas vaquinhas,
um grande clarão no céu
guiou-nos a esta lapinha.
Achamos este Menino
entre Maria e José,
um menino tão formoso,
precisa dizer quem é?
Seu nome santo é Jesus,
Filho de Deus muito amado,
em sua caminha de cocho
dormia bem sossegado.
Adoramos o Menino
nascido em tanta pobreza
e lhe oferecemos presentes
de nossa pobre riqueza:
a nossa manta de pele,
o nosso gorro de lã,
nossa faquinha amolada,
o nosso chá de hortelã.
Os anjos cantavam hinos
cheios de vivas e améns.
A alegria era tão grande
e nós cantamos também:
Que noite bonita é esta
em que a vida fica mansa,
em que tudo vira festa
e o mundo inteiro descansa?
Esta é uma noite encantada,
nunca assim aconteceu,
os galos todos saudando:
O Menino Jesus nasceu!
À meia noite no pasto,
guardando nossas vaquinhas,
um grande clarão no céu
guiou-nos a esta lapinha.
Achamos este Menino
entre Maria e José,
um menino tão formoso,
precisa dizer quem é?
Seu nome santo é Jesus,
Filho de Deus muito amado,
em sua caminha de cocho
dormia bem sossegado.
Adoramos o Menino
nascido em tanta pobreza
e lhe oferecemos presentes
de nossa pobre riqueza:
a nossa manta de pele,
o nosso gorro de lã,
nossa faquinha amolada,
o nosso chá de hortelã.
Os anjos cantavam hinos
cheios de vivas e améns.
A alegria era tão grande
e nós cantamos também:
Que noite bonita é esta
em que a vida fica mansa,
em que tudo vira festa
e o mundo inteiro descansa?
Esta é uma noite encantada,
nunca assim aconteceu,
os galos todos saudando:
O Menino Jesus nasceu!
Adélia Prado
sábado, 13 de dezembro de 2008
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já se passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."
Mário Quintana
Mário Quintana
domingo, 19 de outubro de 2008
Amor 1 X 0 Violência
Sempre que estamos sob a mira da violência nos perguntamos "por quê?".É simples a resposta: "Porque não agimos pela emoção, pensamos com a lógica... ou, fomos bem criados, não enxergamos a mulher como um objeto de prazer e que pensa por si"...
Fazemos parte de um mundo de privilegiados, pois vemos no outro um ser igual, pensante, capaz de escolhas próprias, de paixões, amores, amizades, sentimentos vários...e sonho, muitos sonhos...
Não tenho nenhuma dúvida, toda a população desse meu país está perturbada com o desfecho do sequestro da menina Eloá! Estamos perplexos diante de tanta violência. Análises foram feitas sobre a psique do assassino - matou por amor!
Mas amor a quem?
Não, obsessão por uma idéia romântica de que não haveria mais ninguém que fosse capaz de substituir Eloá!
Ainda continuo torcendo por aquela velha frase tão desgastada, dita em folhetins e caderninhos de adolescente :
QUEM AMA, NÃO MATA!
Só se for de beijinhos!!!!
Gosto muito de um texto de Flávio Gikovate, que por muitos anos tenho usado em minhas aulas de Português. Agora é uma boa hora para relembrá-lo!
Vamos a ele!!!
O AMOR É O PRAZER DA COMPANHIA
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início desse milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade,respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o Romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes até ocorre um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz, o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem desse século é parceiria. Estamos trocando o amor de necessidade,pelo amor de desejo.Eu gosto e desejo companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece o elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma.É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo,e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor,tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho,mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso .Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e de agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo,e não à partir do outro. Ao perceber isso,ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto as diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...
Flávio Gikovate
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade,respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o Romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes até ocorre um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz, o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem desse século é parceiria. Estamos trocando o amor de necessidade,pelo amor de desejo.Eu gosto e desejo companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece o elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma.É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo,e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor,tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho,mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso .Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e de agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo,e não à partir do outro. Ao perceber isso,ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto as diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...
Flávio Gikovate
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