sábado, 25 de agosto de 2007

Inacabado...

No momento ínfimo e tênue entre mim e ti
a música fluída de Tchaikovsky .
Eu não sabia ver o céu azul
além desta janela,

Tampouco subia as escadas de nossa inconsequência.

Mas perdurava na imortalidade

o etéro de nossas almas
O amor reluzente na pedra fria
era o caos e a permamente alegria
.
Eu não sei amar.
Eu não sei amar.
É a música incansável dos meus dias.

Soldier or Dreamer

He abandoned me.
Fear is an exit sign. Fear is just a door either to transformation, or enlightenment to a tragic illusion you have.

I love everything the haunts me and never leaves. Like an old frame that has something about her that you can't resist.

I find answers from music all the time.

Grace is wath matter.

Your throught is your right, your art is your right.

Music is my mother and my father, is my work and my rest.... my blood, my compass, my love.

I don't really need to be remembered.

I hope the muisic's remembered.

Half of the art of making record is letting the whole thing go... even your mistakes.

Love heals all wounds and not just time done

Relentless, endless joy peaking into tears, resting in calmness, a simmering beauty.

Don't hate my father.


"At the end of the night I feel strange, because I feel I've told everybody all my secrets."


The music business is the most childish business in the world.

Just feeling is a subversive act. Expressing is is rebelious.

I swear upon my blood I understand you. I swear on my grave, I understand you...


Jeff Buckley describing his work, his life and thoughts.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Minha prima mais nova, Alice!



Sem sentido

As coisas estão aqui
Porque precisam ser ditas
Um corpo, a mão, um aceno antigo
Um copo de cerveja
Na mesa
Sorriso.

Tudo acontece
Porque precisa de um nome
Verdade
Mentira
Rito
Passagem

Nada termina
Sem ter coisas
Onde tudo acontece
Brinquedo
Criança
Cachorro
Lua no céu
Paisagem.

A Lua e a Santa

SuicideKiss.com - Deadly pictures, gothic horror, sick layouts
A lua chegou entristecida
Sob nuvens esparsas na noite quase fria
Os ares do verão não fizeram quebrar essa tristeza.
Entristecidas de pensar,
Cada janela, cada porta, cada poste da cidade
Aquietava-se por entre as vielas tortas e suas
Ruas íngremes das casas ancestrais.
De longe vê-se o rosa antigo daquele casarão
E perdido dentro de suas janelas
A virgem que teimava chegar a elas todos os dias.
Esperava aquele que nunca veio.
Nas procissões da Semana da Paixão
As velas clareavam as faces, os véus,
os vestidos pousados nos corpos
com perfeição tão suprema que extasiava Maria
e Maria esquecia o porquê de estar ali.
Maria via a procissão passar
Cantava as dores de Nossa Senhora
E esperava, esperava o dia de sábado como um aleluia!
O Domingo, o mais pagão de todos os dias!
Maria alegrava-se como a ressurreição de Cristo!
Cristo! Quando ele vem?
E esperava, esperava...
Os outros meses que se seguiam
Outras festas, outras lamúrias,
Páginas do calendário santo se iam com as horas medidas a fio.
Só ele não veio.
E de Maria se souber apenas que morrera virgem, santa e só.

E hoje, quando olho a cidade aqui do alto
E a Lua entristecida,
Vejo os casarões,
As muralhas,
As pedras dos caminhos que receberam boi, cavalo, Ford Bigode,
Jardineiras, e carros velozes
Penso que Maria sou eu!
Pura, santa e esperançosa.
Pobre Maria...
Pobre de mim.



Guaxupé, 12 de Janeiro de 2006.
Quinta-feira, Lua Crescente, meio frio, pouco calor...

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Pena que a música não é a do Jeff...





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