domingo, 19 de agosto de 2007

Sem Título!



O azul cerúleo tinge meus olhos
com a fremência da criação.
O jovem vê a Lua e sonha
Dorme na música do instante.


A ansiedade arde o peito,
recolhe os ombros,
intumesce as mãos.
Sobre a nuca,
o peso da eterna criação.


Puxo o ar retesado no alto dos pulmões.
Pergunto-me por quê?
Noutras épocas não era assim.
A saúde fresca das hortaliças, dos frutos todos
nas maçãs do meu rosto.

Ainda vejo na paisagem
a mesma juventude,
a alegria.


Mudei minhas roupas?
O que fluíra, represou?
Tento vendar o que não quero ver?


Abro as janelas com a impaciência.
Afasto as cortinas como um temor.
E o sol vem dourar meus braços,
meu corpo sobre a cama,
minhas manhãs roubadas da inexperiência de viver.





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