quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Faz um tempinho já...

Que não atualizo minhas falas no Blog... Mas ando trabalhando demais... meio com preguiça. Pensar em escrever meus poemas, até penso... vou fazendo minhas caminhadas nos dias possíveis, nas tardes de encantamento e falando comigo mesmo os poemas que gostaria de escrever.
Ontem mesmo, no final da tarde, linda e necessária para eu colocar minha casa-corpo em ordem, fui declamando as palavras que surgiam pelo caminho. A tarde estava que era puro encantamento. Disse que chegaria em casa e colocaria a mão no teclado e escreveria... dispersei-me...fiz várias outrras coisas, dormi, por exemplo! Mas as palavras andam me cutucando, cutucando, cutucando... quem sabe não sento agora e escrevo meu poema imortal?

Por enquanto vou dando aí de Superman, driblando contas a pagar, pensando nos alunos que não querem nada comigo, no filho indo para o vestibular... na preguiça diária, na vontade que tenho de jogar tudo para o alto [o carro aí em cima...] e deitar-me numa nuvem e ficar olhando o azul do céu sem hora pra terminar!?

domingo, 12 de agosto de 2007

Morning Theft

Morning Theft

Time takes care of the wound

So I can believe
You had so much to give
You thought I couldn’t see


Gifts for boot heels to crush
Promises deceived
I had to send it away
To bring us back again


Your eyes and body brighten
Silent waters, deep
Your precious daughter in the
Other room, asleep


A kiss “Goodnight” from every
Stranger that I meet
I had to send it away
To bring us back again


Morning theft
Unpretender left
Ungraceful


True self is what
Brought you here, to me
A place where we can
Accept this love


Friendship battered down by
Useless history
Unexamined failure


But what amI still to you
Some thief who stole from you?
Or, some fool drama queen
Whose chances were few?


That brings us to who we need
A place where we can save
A heart that beats as
Both siphon and reservoir


You’re a woman, I’m a calf
You’re a window, I’m a knife
We come together
Making chance in the starlight


Meet me tomorrow night
Or any day you want
I have no right to wonder
Just how, or when


You know the meaning fits
There’s no relief in this
I miss my beautiful friend
I have to send it away

To bring her back again

sábado, 11 de agosto de 2007

Estive viajando por aí...


e encontrei este Blog maravilhoso: http://1000daysatsea.blogspot.com/
Pensando bem, descobrimos sem querer novos caminhos para o coração. Muito se tem falado das influências nocivas no homem das novas tecnologias. A intenet é o alvo primoroso de uma leva de educadores que não admitem seus recursos espetaculares e fontes de pesquisa e conhecimento. Eu descobri mais um! Acho que sou apenas um a mais a falar sobre isso.
Um dia qualquer de minha viagem pela Terra, andava meio cansada da vida, entediada e resolvi porcurar comunidades no Orkut qeu pudessem compactuar com a minha necessidade no momento. Postei lá qualquer coisa assim como "gostaria de mandar todo mundo pro inferno!" ou "mandar tudo praquele lugarzinho que todos conhecem!". Depois de alguns dias, acho que muitos dias se seguiram...encontrei na minha página de recados palavras de uma pessoa que se sentiu agraciada pelo que eu dizia! Acho que de alguma forma ela encontrou conforto naquilo que eu disse. Desde este dia pude me sentir mais acompanhada pelo mundo. Por mais que tentamos nos desvestir, negar que não somos pessoas solitárias, nos enganamos. Pela primeira vez em toda minha vida, me senti acompanhada. Lembrei da música Iolanda, de Pablo Milanés...
"Si me faltaras, yo voy a morirme, si he de morir quiero que sea contigo, Mi soledad se siente acompañada / por eso a veces es que necesito. Tu mano, tu mano eternamente tu mano..." Canção emocionada, bela canção de amor!É disso que sinto inveja, de não poder compor poemas tão belos quanto ouvi no Minas Ao Luar, dia 11/08...
Voltando ao assunto... A internet são os novos caminhos para o coração. Porque não vemos os olhos de quem nos espreita do outro lado, por isso temos mais sentimento e verdade em nossas palavras. Cada Blog que leio, cada página que acesso, percebo a imensidão de verdades que trançam pelas ondas e fios óticos... Onde será que nossos pensamentos vão parar? Alcançarão as estrelas? Outro planeta ou civilização?
Por mais longíquos os caminhos, certamente que andam encurtando nossas ondas do coração. Nunca me senti tão acompanhada e amada por mim mesma quando encontro pessoas da mesma idade que eu e enxergo beleza nelas. A beleza e capacidade de sermos belos que perdemos com o avanço dos tempo. Vejo nas telas espelhos da alma, emoção latente, amor que, se transportassem para a vida real, não ousariam tanta coragem... Então, aqui treinamos escrevendo para nos tornarmos melhor. Quem sabe numa outra existência ou aqui mesmo daqui a alguns anos. Tenho a certeza que nestas telas fazemos um exercício, um estudo para refazermos nossos caminhos para o coração.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

A outra poesia do meu *outro eu...

Casamento

Eras uma presença branca
A louça de estréia
Comodamente colocada sobre a toalha de linho.
E você me falava das manhãs
Do seu fardo da profissão
Dos meninos inteligentes e de suas filosofias velhas.

Perguntavas-me como podiam saber tanto com tão pouca vida.
Deliciavas-te.
No sorriso meio de lado
A xícara de café feito na hora
Os lábios de um vermelho tênue beliscavam a sedução.

Vi tuas mãos nesta manhã
Enquanto tomava o meu café
A moça sentada, a cabeça baixa
Sôfrega.
Mas as mão...
As mãos teimavam em recobrar nossos dias idos.

As lembranças passam nas vitrines
As pessoas assistem às outras sentadas num café.
A praça movimentada num vai-e-vem de gentes.
Os prédios um ao lados dos outros.
Se tivesses falado do teu amor
Eu saberia ver na cidade
Os véus da minha inconsciência.

Eras linda nas tuas vestes diárias,
O cabelo sensualmente despencados
O colo, a testa, as orelhas
Ficavas absorta nas músicas que eu machucava no piano.
Varrias de um lado a outro
Rias das experiências que o meu ciúme atrapalhava.

À noitinha
Picavas o queijo de modo delicado
Colocavas tomates secos e pão de folha
Azeitonas pretas, rúcula
E o azeite,
Abrias o vinho.

Na minha casa mulher mandava.
Joaquim Lieberman

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Violetas...

Os nossos amigos, os Cães, são como flores a embelezar nossos dias. Cumprem o legado das flores - dão-nos o brilho verde das folhas, despertam nossa esperança nos botões, enfeitam-nos e nos alegram nos dias de festa. Quando murchas e envelhecidas, ensinam-nos que devemos deixar a vida com humildade...